Núcleo museológico

Núcleo Museológico

O Núcleo Museológico de Lanheses, inaugurado no dia 01 de Agosto de 2008, é dedicado aos temas a Cerâmica e Olaria de Lanheses e as Embarcações do Rio Lima.

A Cerâmica e Olaria de Lanheses

“Lanheses é terra de barro. Lanheses foi terra de Cerâmica e Olaria.
São muitos os vestígios de cerâmica castreja e romana encontrados na Cividade, no Lugar do Outeiro.
Restos de tijolos, telhas de cano grosso, baldosas, vasos em forma de bilhas apontam para um fabrico local, desde a época medieval e, ao longo do tempo, até à primeira metade do séc. XX, onde pequenas unidades de tipo familiar ainda funcionavam no fabrico de tijolos e telha mourisca.
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No principio do séc. XIX, iniciou-se a produção da louça preta com a chegada de um oleiro de Prado, João Machado da Rocha, que juntamente com alguns dos seus filhos, casados com jovens de Lanheses, laboravam em oficinas familiares onde, por idade e sexo, distribuíam o trabalho. Modelavam cântaros, panelas, caçoilas, púcaros, chocolateiras, copos etc., sem vidrado. As mulheres é que vendiam a louça nas feiras.
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Os últimos oleiros, Manuel Franco e Damião Palma, produziam ainda talhas e infusas vidradas, chocolateiras, garrafas, cântaros, alguidares, coadores com furos e cantarinhas de barro vermelho. Participaram nas paradas das festas de Nossa Senhora d`Agonia e em várias exposições artesanais.
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Em 1942, José Martins Agra, Manuel Araújo e Palmira Sequeira da Silva, no Lugar da Rocha, abriram a fábrica José Agra Cª. para fabrico industrial de telha e tijolo.
Foi nesta fábrica que se realizou um ensaio de fabrico de louça decorativa, fundando-se a Olaria Artística de Lanheses – O.A.L.
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A experiência não foi avante e em 1983, nas instalações da mesma fábrica, nasceu a Olaria de Lanheses, sociedade por quotas, “Agras e Dias Limitada” com novos objectivos e nova orientação técnica.
Produziram-se peças de porcelana de valor artístico, quase todas assinadas pelos pintores R. Soares e A. Torres.
Infelizmente, também esta iniciativa não resultou, acabando a fábrica por fechar as suas portas definitivamente, na década de 80.”

Excertos do texto adaptado de Maria Fátima Pimenta Agra, “A Olaria em Lanheses”, Câmara Municipal de Viana do Castelo, 2008, que pode ser consultado na brochura “Ecomuseu de Lanheses”, abril 2011

Nucleo museologicoPerspetiva da sala do Núcleo Museológico

NucleoMuseologico olaria2Pormenores da exposição “Cerâmica e olaria de Lanheses” NucleoMuseologico ceramica1Pormenores da exposição “Cerâmica e olaria de Lanheses”

 

Embarcações do Rio Lima

“O Rio Lima, poeticamente Lethes ou esquecimento, em alusão à lenda segundo a qual os romanos quando cá chegaram ficaram esquecidos dos seus lares pátrios, sempre assumiu papel preponderante no desenvolvimento local. Antes de existirem as atuais vias terrestres e de aparecer a camionagem, era pelo Lima que se fazia o transporte de mercadorias, telha, tijolo, madeira, lenha, cal, sal, móveis, utensílios agrícolas, vinho e animais. O barco utilizado era o de “água- arriba”, com vela, leme e cerca de 12 a 15 metros de comprimento. Também existiam as atuais barquinhas, mais pequenas e puxadas à vara, para passagem de pessoas para a outra margem. Lanheses foi uma referência pela confluência de várias estradas e importante caminho de Santiago. Recentemente, em 2003, aqui foram descobertas e levantadas duas pirogas do séc. III / II a.C., que comprovam a atividade humana milenar neste rio, enquadrado numa paisagem paradisíaca.”

In brochura “Ecomuseu de Lanheses”, abril 2011

NucleoMuseologico embarcacoesRepresentação, à escala, de piroga encontrada no rio Lima, em Lanheses. Agua-arribaÁgua-arriba “Lanhezes”

 



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